Crítica:The Wolverine (2013)

07:10:00 Cinema's Challenge 0 Comments


O universo Marvel e DC, nos últimos anos, têm ganho cada vez mais terreno. São vários os filmes, sequelas, reboots que ganham vida no grande ecrã. Para os fãs de comics costuma valer sempre a pena ostentar os seus super heróis em carne e osso, no entanto as decepções relacionadas com a forma de adaptação chegam a desencadear alguns ódios. Em X-Men são muitas as falhas e em The Wolverine o mesmo vem a acontecer. Alguns críticos apontaram a adaptação do filme da personagem com garras como infeliz, por ter opções de alteração de história 'estúpidas'. No entanto, comparado com outros filmes de super heróis que sairam durante este verão - Superman, é o melhor exemplo - , The Wolverine consegue fuigr um pouco à tentativa novelesca de drama, mesmo que em alguns momentos se afogue nela, mas apesar disso volta sempre à tona.

A história apresenta-se demasiado previsível, sem grandes twists - mesmo que haja o objectivo de se criar um, penso que foi totalmente ineficaz -, o elenco é fraco - temos Hugh Jackman como era de esperar e um conjunto de actores nipónicos pouco convencedores à excepção deYukio (Rila Fukushima) -, os vilões são terríveis e o conjunto de todos estes elementos leva a nada mais nada menos que a um filme passível de se ver, mas com muito pouco para oferecer ao espectador.


Ação, Aventura e fantasia num só filme que dará, certamente, origem a uma sequela. The Wolverine surge com o intuito de contar a história da personagem homônima, em particular, depois de matar Jean Grey (Famke Janssen) com o objectivo de salvar a humanidade por ela não conseguir controlar os poderes da Fênix. Após esse acontecimento, Logan (Hugh Jackman) decide deixar de ser um super-herói, isolando-se de tudo e de todos até o dia em que a jovem Yukio (Rila Fukushima) o encontra num bar. A partir daí, a narrativa adopta contornos próprios e várias analepses se sucedem, lembrando a 'estadia' de Logan em Nagazaki, Japão, na altura me que a bomba atômica foi detonada. Tal como na bd, Mariko é aquela por quem Wolverine vai de novo ganhar forças para viver. Deixando para lá o facto de ser imortar, por ser mutante, e agarrando-se a esta paixão para ter um objectivo para existir. Talvez se o cuidado a explorar a história fosse outro, também o resultado do impacto da mesma o fosse. O filme é irregular no sentido que existe uma linha a seguir nos seus primórdios, porém vai-se esfumando e confundido até a película findar.

O bom do filme continua a ser o mesmo: Hugh Jackman. O actor tem uma caracterização fabulosa e muito fiel à personagem da série animada e comics, estando, mesmo que o filme esteja longe de ser perfeito, melhor do que no primeiro filme  X-Men Origens: Wolverine. A diferença entre os dois filmes é muito grande, no primeiro assistimos ao contar da história de como Wolverine ganhou os poderes adamantium antes de fazer parte do colectivo x-men, já neste novo filme, a narrativa passa -se depois de X-Men - O Confronto Final, narrando o que aconteceu após esse episódeo.´

Em suma, o The Wolverine consegue o minímo de todos os filmes de super-heróis: entreter. Não consegue todavia ir mais além disso, caindo no lugar-comum onde jazem outros filmes do género.

Nota: 5/10

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