Um Adeus a Davie Bowie...

16:54:00 Cinema's Challenge 0 Comments


“I don't know where I'm going from here, but I promise it won't be boring.” - São algumas das muitas inspiradoras palavras da lenda que morreu este mês, no dia 10 de janeiro de 2016, aos 69 anos, poucos depois de lançar o seu novo disco. Não foi apenas David Bowie que a morte levou, foi também uma grande parte da história da música, moda e cinema, cultura (em suma) da qual faz parte, que ficará para sempre registada nas memórias dos que conheceram a sua carreira e estilo único em vida e para a posterioridade para aqueles que um dia o virão a descobrir como o mestre da reinvenção. Embora seja na música que em força é lembrado sempre que o seu nome é mencionado, com álbuns que têm tanto de brilhantes como de ecléticos, Bowie teve também importantes papéis na Sétima Arte como o homem das mil faces.

Misterioso. Visualmente inconfundível. Com um talento inato e singular. Um artista completo e multifacetado, como um camaleão entregou-se de corpo e alma no cinema a vários personagens memoráveis: o feiticeiro Jareth the Goblin King no bizarro “Labyrinth” (1986), Andy Warhol em “Basquiat” (1996), o soldado Jack Cellier em “Merry Christmas Mr. Lawrence” (1983) , o vampiro John Blaylock em “The Hunger” (1983), (um pequeno mas importante papel como) Pontius Pilates em “The Last Temptation of Christ” (1988), (o popular) extraterrestre Thomas Newton em “The Man Who Fell to Earth” (1976), o inventor Tesla em “The Prestige” (2006) e o papel de Phillipe Jeffries no filme (que adveio da série cancelada de Lynch) “Twin Peaks – Fire Walk with Me” (1992). Todas interpretações exímias e distintas, desde a mais curta à mais extensa, não há sombra de dúvida que Bowie era imponente em todos os desafios que abraçava, deixando um cunho próprio em cada interpretação.

O “Camaleão”, como assim era conhecido David Bowie, será para sempre relembrado pelo seu talento irrefutável, que criou toda uma cultural visual e simbólica, de liberdade de género, de expressão, e, acima de tudo, de inspiração para todos aqueles que o admiraram durante quase 50 décadas, repletos de reinvenções de si mesmo e de obras magníficas e imortais.

O céu ficou assim mais brilhante, mas a obra ficou para o continuarmos a homenagear todos os dias, sempre que de alguma forma chega até nós.


Texto originalmente escrito para a Revista SPOT:



















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